sábado, 28 de agosto de 2010

Perdoa-me

Por todas as noites em que me deitava e não pensavas em ti
Por todas as lagrimas que não derramei
Por não te amar o quanto merecias
Por abandonar um coração tão fraco
Por deixar de me encostar-se em teu peito e senti-lo descompassado
Por deixar sua alegria sair de mim
Por ter abandonado aquele castelo, deixá-lo em ruínas
Por ter te abandonado sem ao menos ter tentado mais mil vezes
Perdoa-me, Por não ter te amado, Perdoa-me.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Poeira

E enfim se acalma a poeira
e quando tudo parecia se inundar de emoção
a chuva em pedaços de paixão cessou

E se foi
como um sopro de vento
daqueles em que se abrem os braços
com o destino de voar em vão

E deixou-se esmorecer
de culpado, de cansado, de cruel
caiu e deixou-se abater

E aquela magia de pele
era uma grande aventura
foi quebrada, mutilada
se perdeu num tempo de dois corpos

Agora descansa pobre,
volte para sua lucidez
E fique em silêncio
Pois toda poeira cessou.

Menino

E de mim ele partiu
partiu porque desejei que partisse
Desejei ainda que não tivesse chego
Desejei que me esperasse mais um pouco
Mais mesmo assim não me sentiu
Ele insistiu, chegou e partiu
Vai menino, sai de mim
Me deixa aqui
Assim, vazia.
Um dia te encontro menino
Um dia te pago
E só tenho um desejo
de que não estejas por aí
perdido no mundo sem meus afagos.

Priscila Pereira 25/08/2010

Banco de madeira

Teto branco, janelas coloridas
São tantas colunas
Tantos detalhes
Tantos mistérios
Ao fundo, deitado, morto, petrificado
dorme um Cristo nú
Inpenetravél entre três paredes
Paredes frágeis
Paredes puras
Paredes seguras
E o Cristo velando o Cristo.
E aquelas oito almas, o que buscavem ali?
ou eram apenas como eu
Sentado, calado, mudo
Observando...
Cadê o Cristo?
Gritei!
Gritei sem som
Gritei com pensamentos
Gritei com palavras
Ninguém me ouviu, ninguém me olhou
Mantinham-se a fixar o Cristo
A chorar o cristo..
E aos poucos iam-se embora,
Beijavam o cristo e iam-se embora.

Priscila Pereira 25/08/2010

Minutos de solidão

Meu corpo se levantou com vontade de te ter
Minha'lma gritou suplicando por teu cheiro
Minha carne procurou teus sentidos
Minha garganta debateu-se, sufocou-se
Presa e abandonada entre o amor e a maldita razão
Cada poro chorou a saudade do seu suor marrom
Cada pedaço de pele delirou por seu toque
O que sentir de mim mesma,
perdida no deserto dos teus vários sentimentos
O que sentir de mim mesma,
amargando aguardando por um pedaço seu
O que sentir de mim mesma,
sozinha cuspindo a todo momento
o ultimo som que você me cantou
O adeus...

Priscila Pereira 24/08/2010

E assim se fez o fim..



A um passo do declínio
um pequeno fio me atirou
do fundo dos seus olhos
do abismo me resgatou
tocada por um gosto de magia
o pecado em sua doçura me revelou
feliz, infeliz
deste ardente sonho me despertou
acordei no fundo dos meus olhos
sentindo o amargo vazio do seu amor.

Priscila Pereira 24/08/2010