quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Banco de madeira

Teto branco, janelas coloridas
São tantas colunas
Tantos detalhes
Tantos mistérios
Ao fundo, deitado, morto, petrificado
dorme um Cristo nú
Inpenetravél entre três paredes
Paredes frágeis
Paredes puras
Paredes seguras
E o Cristo velando o Cristo.
E aquelas oito almas, o que buscavem ali?
ou eram apenas como eu
Sentado, calado, mudo
Observando...
Cadê o Cristo?
Gritei!
Gritei sem som
Gritei com pensamentos
Gritei com palavras
Ninguém me ouviu, ninguém me olhou
Mantinham-se a fixar o Cristo
A chorar o cristo..
E aos poucos iam-se embora,
Beijavam o cristo e iam-se embora.

Priscila Pereira 25/08/2010

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