quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dentro de mim

Há um espelho dentro da minha alma
que a todo momento me obriga olhar para fora

Há um candeeiro dentro de mim
que ilumina meus sentidos e alimenta minha bondade

Há um labirinto preso dentro do meu olhar
que me confunde mais me faz enxergar

Há um vaga-lume solto no espaço oco do meu corpo inteiro
que só sabe vagar, vagar sem rumo

Há um navio negreiro na ponta dos meus dedos
que entristecem minha palavras mais permanece vivo

Há um gosto de pedra na minha boca
que só faz desejar ser cuspida para sua liberdade

Há um mar de areia fina embaixo dos meus pés
que insiste em fazer meu nariz sentir o chão

Há dentro de mim milhares de palavras sem sentido
que saem desgovernadamente sem ordem ou razão

Há também um coração vazio dentro do meu peito
que bate quase sem motivos, mais continua respirando.

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