Há um espelho dentro da minha alma
que a todo momento me obriga olhar para fora
Há um candeeiro dentro de mim
que ilumina meus sentidos e alimenta minha bondade
Há um labirinto preso dentro do meu olhar
que me confunde mais me faz enxergar
Há um vaga-lume solto no espaço oco do meu corpo inteiro
que só sabe vagar, vagar sem rumo
Há um navio negreiro na ponta dos meus dedos
que entristecem minha palavras mais permanece vivo
Há um gosto de pedra na minha boca
que só faz desejar ser cuspida para sua liberdade
Há um mar de areia fina embaixo dos meus pés
que insiste em fazer meu nariz sentir o chão
Há dentro de mim milhares de palavras sem sentido
que saem desgovernadamente sem ordem ou razão
Há também um coração vazio dentro do meu peito
que bate quase sem motivos, mais continua respirando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário